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sábado, 16 de novembro de 2013

O Bairro Alto

Ontem fui ao Bairro Alto.
Entrei num pequeno bar para comprar uma cerveja e a conversa desenrolou com o simpático funcionário que me serviu a bebida.
A porta do bar fecha-se. Era cedo.
Perguntei por que raio a porta já estava fechada e ele mostrou-me a capa da Time Out. Tive uma conversa muito interessante com os donos do bar que me elucidaram muito bem do que se passa com o Bairro Alto. Eles querem à força tirar-nos o Bairro...

Contaram-me que querem fazer daquilo um luxuoso bairro, contaram-me que apesar de terem licença até às duas eram obrigados a fechar mais cedo. Contaram-me sobre as politicas e os jogos de interesse existentes, contara-me a linha do tempo e a estratégia que está a ser seguida para acabar com o nosso Bairro Alto.

“Os nazis começaram por eliminar os judeus. Depois os pretos. Finalmente eliminara-me a mim porque já não tinham onde pegar e aqui é o mesmo. Já não têm onde pegar vêm ter connosco” disse um dos amigos da proprietária.

“Começaram por colocar as 2h00 como hora de fecho do bairro. Depois foram as lojas de conveniência, que são pessoas honestas que estão a fazer o seu negócio (ISTO DITO PELA PROPRIETÁRIA DE UM BAR), agora as 2h00 continua a ser muito tarde”


E a conversa desenrolou com muita muita muita informação que eu desconhecia e temo… temo que vocês desconheçam!




Capa da Time Out com uma nota editorial no seu interior bastante interessante assinada pelo diretor da revista.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Jornalismo


Com tanta coisa interessante para espalhar/divulgar/publicar/partilhar ao público porque é que me deparo com uma página INTEIRA no Correio da Manhã com uma notícia referente a uma mulher que foi multada por ter sido apanhada a pintar os olhos no carro? No máximo poderiam colocar o artigo com uma cobertura mais pequena, digo eu…

 
Tudo bem que estamos a falar deste jornal sensacionalista que tem já por hábito escrever este género de notícias (será que devemos apelidar estes artigos de ‘notícia’?) mas é a isto que chama de jornalismo? Aliás, por norma deparo-me com isto todos os dias, mas ainda não o tinha referido aqui no blog.

Já no outro dia lia como título numa Gossip Magazine “O filho de Júlia Pinheiro, Rui Pêgo, voltou a dar nas vistas no Facebook”, onde o Rui publicou “Não percebo qual é o histerismo com o Felix ter saltado da estratosfera. O José Carlos Pereira passa lá a vida”. Tudo bem que o próprio nome ‘Gossip’ indica muita coisa e hoje em dia já nada me surpreende… (acho eu)

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

O ensino desprezível...

Há coisas que me fazem rir.
Li num artigo do Público que o Governo diz que os jovens portugueses não estão preparados para o mercado trabalho. A sério? Não me digam.

Disso já eu sei há algum tempo. Pergunto-me para que servem licenciaturas de 3 anos, ou cursos com taxa de empregabilidade quase nula tanto cá como lá fora. Pergunto-me o que raio esperam eles das várias e várias reestruturações dos programas curriculares. Pergunto-me porque apenas li esta noticia agora. Pergunto-me por que motivo culpam os alunos e os recém-licenciados. Tantas questões que não encontro respostas.

Eu mesma terminei o meu curso em 3 anos que foram para mim o mínimo daquilo que se espera no mercado de trabalho. Concordo se me disserem que uma pessoa deve ser auto-didacta, proactiva e empenhada. Mas como é que pode fazer isso somente com bases mínimas de ensino especializado? Não brinquem comigo...

Bolonha é uma treta.
Reestruturações são camuflagem.
Ensino é tratado com brincadeira.
Jovens licenciados são tratados como crianças.
Jovens estudantes são espezinhados.


Façam mais umas alterações aos planos curriculares que o pessoal adormecido já está para tudo.